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21º Grito da Terra Piauí acontece nesta terça(23), e discute o descaso e a falta de compromisso dos políticos com a classe trabalhadora.

24/08/2016

#QUEREMOS RESPEITO E DIGNIDADE!

Escrito por: Socorro Silva/Ascom

A pauta este ano traz como tema: “Democracia Sim, Retrocesso Não, Das Nossas Conquistas Não Abrimos Mão!”.

Mais de 3 mil pessoas participaram nesta terça-feira (23) do 21º Grito da Terra Piauí, coordenado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí (Fetag-PI), com o apoio da Central Única dos Trabalhadores e da CTB. Este ano o grito levou para as ruas da capital uma extensa pauta de reivindicação, sobre protestos trabalhadores rurais fecharam algumas vias, e seguiram em caminhada pela Avenida Marechal Castelo Branco Av. Frei Serafim até a Praça Pedro II, onde ficaram concentrados/as.

Para Paulo Bezerra - PRES.CUT-PI:"É preciso que seja feita uma reforma adequada para que o Brasil tome os trilhos da verdade e do respeito para com os trabalhadores e todos os seus habitantes, especialmente nós nordestinos que vivemos aqui debaixo desse sol escaldante de uma cultura da seca onde muitos levam o lucro e nós o sofrimento, e isso faz parte de um entendimento entre os políticos, é o conjunto da obra que eles vivem sobrevivendo toda campanha política e em cima disso fazem o seu mandato e a sua campanha e cabe a nós fazer a reparação depois, o congresso nacional está recheado de propostas em discussão que retiram conquistas importantes para a classe trabalhadora, e reflete negativamente para toda a população do estado do Piauí e do Brasil". Conclui.

Para Elisângela presidente da FETAG/PI, a Federação trabalha com dados de perda total das safras dos pequenos agricultores, em especial de milho e feijão. A quantidade de chuva somente foi satisfatória, segundo ela, no mês de janeiro. "Em fevereiro, março e abril não teve chuva, as perdas foram de mais de 90%, os problemas não são diretamente relacionados ao trabalho do campo, mas que afetam diretamente os agricultores e, em especial, a mulher trabalhadora rural". Disse.

REIVINDICAÇÃO:

A criação de delegacias regionais de mulheres. O Piauí enfrenta uma intensa violência contra a mulher, o protesto se volta ainda em prol da democracia, pelo momento delicado e que considerado de grande retrocesso no país. Segundo a presidente, o Piauí possui hoje mais de 180 mil trabalhadores rurais, com base em estimativas do Garantia Safra. Pelo menos 196 cidades concentram a categoria.

Gritamos por Justa Regularização Fundiária:

1. Pela implementação do processo de regularização fundiária e de arrecadação das terras públicas irregularmente ocupadas;
2. Pelo reconhecimento e titulação das terras para por fim aos caos fundiários rurais do nosso estado (Fim da Grilagem de Terra);
3. Pela garantia que áreas não arrecadadas e que estão em processo de regularização fundiárias não sejas atingidas pelo projeto MATOPIPA!;
4. Pela garantia da permanência da Vara Agraria de Bom Jesus;
5.Pela criação da Vara Agraria de Teresina e Picos;
6. Por Assistência técnica de qualidade e contínua;
7. Por Agricultura Familiar sustentável, justa e solidária;
8. Pela preservação do Cerrado;
9. Por um semiárido vivo, nenhum direito a menos!;
10. Pelas sementes crioulas - sementes da fartura do Piauí;
11. Por nossos rios e nascentes preservados e vivos;
12. Pela garantia dos direitos da previdência;
13 Por Saúde no campo!;
14. Por Segurança no campo!;
15. Pelos Direitos das Mulheres e jovens trabalhadoras;
16. Por um trabalho digno de campo;
17. Pelo fim do Trabalho Escravo no Piauí!;
18. E pela valorização do movimento de economia solidaria.

O 21º Grito da Terra teve inicio em Frente à Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI) e em seguida encerrou na Praça Pedro II.

 

 

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